Simplicidade de uma mulher madura
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As reminiscências e constatações de uma mulher madura, ou dirÃamos, insatisfeita com o momento atual cheio de metro(gays)sexuais..
“Quando tinha 15 anos, esperava um dia ter um namorado; seria bom se fosse alegre e amigo. Já quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim. Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver, que se e me emocionasse…
Na faculdade saÃa com um cara apaixonado, mas era emocional demais. Tudo era terrÃvel, era o rei dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se. Descobri então, que precisava de um rapaz estável.
Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que queria da vida; mas era muito chato: queria sempre as mesmas coisas - dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsÃvel e nunca nada o excitava. A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante.
Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, paquerava com qualquer uma e me fez sentir tão miserável, quanto feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro. Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura.
Procurei bastante, incansavelmente. Mais tarde, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. apartamento próprio, casa na praia, carro importado; solteiro e sem rolos! Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira…
Hoje, depois de tudo isso, gosto e me satisfaço plenamente com homens que simplesmente tenham o pinto duro… E só!”
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O que nós os homens tanto quanto as mulheres, muitas das vezes não sabemos o que na realidade queremos ou procuramos, embora continuemos com a infindável busca de algo que não nos pertence, muito menos temos o direito de posse, quanto mais imposição de “meu”, sem se importar com o sorriso do outro. Cada passo nós os damos, se erramos ou ficamos em desequilÃbrio a vida pode ser curta, mas quando se faz longa, a vida cabe a nós escolhemos os passos e não sermos tolhidos do próprio caminhar. Não se pode generalizar obviamente, mas se todos nós pudéssemos com o coração e visão de maturidade entender o sentimento d’alma de um forte abraço, creio que a vida pudesse ser menos traumática ou dela se fazer a alegria do viver. Sei que vocês não estão entendendo nada do que estou dizendo, mas posso afirmar para vocês de coração em frangalhos, que amei uma mulher mais que a própria vida, tanto quanto ela me amou além das possibilidades reais de seus sentimentos. Tinha eu vinte anos, flor da idade a se desabrochar, ereto em meus pensamento mas não firme em meus sentimentos por termos sido magoados por invejosos, mesquinhos seres humanos e pior, por pessoas com idades mais avançadas. Como disse: tinha vinte e dois anos, ela na mais extraordinária fase de sua vida com os seus cinqüenta e três anos de vida bem vividos, e de status infinitamente além das minhas possibilidades em querer oferecer-lhe uma rosa, quanto mais um buquê. Mas me amava tanto quanto eu a amava, nos sujeitávamos à s perversas crÃticas impostas pelas lÃnguas indomáveis. Feridos, tomei a decisão de me afastar pelo seu próprio bem, seu poder aquisitivo era altÃssimo para o meu padrão de vida, ofereceu-me mundos e fundos, imóveis, carro, roupas carÃssimas, nada quis, na verdade somente as roupas para que pudéssemos viver um sonho enquanto ao lado dela permaneci, mas depois também a devolvi. Mulher extraordinária em todos os sentidos possÃveis e imagináveis. Mulher de uma beleza impar, charme e elegância, cobiçada, muitas das vezes, tivemos momentos embaraçosos por causa de sua beleza, mas eu fora o escolhido. Não conseguia entender como, mas eu fui o escolhido. Posso jurar diante de uma penitência que sequer centavos dela aceitei. Vocês talvez não saibam o que é amar e o amor verdadeiro. Amor verdadeiro, amor sem interesse, amor honesto como sempre eu fui e sou. Porém, o amor dela por mim teve conseqüência graves de auto flagelação como também para mim, mas não tão drástico. Achava ela que eu fosse de seu direito de posse. Por mais que tentasse explicar era em vão e não compreendido que a liberdade de pensamentos permanece com cada qual. Eu estava na flor da vida, queria ser eu, ter o meu bom emprego, o direito de lutar pela vida. Era tolhido, isso matou o nosso horizonte, espezinhou os meus sentimentos de homem. Mais de quinze empregos que entrava dois dias depois era demitido sem saber a fundo o que tinha acontecido, só então anos depois soube que ela mandava me demitir, para que eu trabalhasse para ela como patrão e dono de seus bens. Nunca aceitei, queria ser eu. É uma longa história de amor, do mais puro e sincero amor. Vinte anos se passou de nossa separação, um apartamento duplex com piscina em BrasÃlia, que não sabia estar em meu nome, permaneceu fechado por todo esse tempo, piscina seca rachou, nossa veste Ãntima permaneceu ao fundo desde quando lá os deixamos no dia em que compramos o apartamento em nome dela e fizemos amor como nunca por horas a fio por todo o dia e noite. Nossas vestes quase se desmancharam pelas intempéries da natureza. Devolvi o apartamento para sua filha que não queria aceitar por dizer que sua mãe havia me dado, não aceitei antes, porque deveria aceita-lo agora. Maravilhoso apartamento que ficou à s moscas por vinte e poucos anos. A pedido fui visitar a mulher que mais amei e ainda a amo, o destino a fez se enclausurar entre quatro paredes em seu quarto por vinte anos. Quando a vi no hospital, faleceu em meus braços uma semana depois de consolidarmos o nosso amor eterno. Amo essa mulher mesmo estando cintilante a bailar entre constelações. Choro.Simplesmente um homem maduro que não soube amar.